Verde Vinho
Rio de Janeiro, véspera de Natal de 1980. Alfredo Moraes, um garçom português, recebe a visita do cantor Octávio Lima que lhe comunica sobre uma herança em Portugal. Motivado pelo interesse de Octávio, passa a recordar seus tempos de criança pobre e camponesa: o trabalho na terra, as pescarias, seus banhos de rio. Relata seu amor de adolescente por Mafalda, filha do proprietário da região, que já estava prometida em casamento a seu primo, tão rico quanto ela. Burlando as normas, porém, conseguiram se amar. Octávio fala de sua vida na cidade: estudante em Coimbra e mulherengo, seu rápido sucesso na carreira artística, suas inúmeras viagens turísticas por Portugal e pela Ilha da Madeira, onde aprendeu a apreciar as tradições de um passado que sobreviveu no folclore. Alfredo volta a narrar sua história: Mafalda ficara grávida e seu pai ameaçara matar o desonrador da filha. Alfredo teve de fugir. Foi a Lisboa onde, desolado, assistiu a um filme triste de Leitão de Barros e emigrou para o Brasil. Soube posteriormente que Mafalda morrera no parto, deixando-lhe um filho nunca visto, a quem espera ainda encontrar numa véspera de Natal. Despede-se de Octávio e ruma para o local que havia sido, anos antes, determinado pelo próprio filho para um encontro que não ocorrera. Lá chegando, Octávio revela ser seu filho. Abraçam-se e Alfredo decide retornar a Portugal com Octávio.