Vidas sem Rumo
Alfredo, de alcunha o Meia-Lua, foi embarcadiço e agora arrasta os seus dias em pequenas traficâncias, na companhia de uma prostituta e indiferente à mulher a quem abandonou com um filho nos braços. No bairro popular ribeirinho e no cais de Lisboa, onde a acção decorre, há toda uma constelação de gente perdida, vagabundos, vendedores e mendigos, um mudo que toca gaita-de-beiços e uma jovem mulher muito bela e mentalmente diminuída que espera que o seu amado surja no corpo de um marinheiro que venha do fundo do mar e que balança uma velha boneca nos braços como fruto imaginário de um amor que nunca há-de chegar.