Histórias das Mulheres do Meu País

Eu reclamo o meu país. Este território de liberdade, partilha, solidariedade, onde milhares de pessoas lutaram e deram a vida pela justiça social, pela liberdade, pelo fim de todas as formas de opressão e desigualdade (pobreza, escravatura, inquisição, patriarcado, monarquia, colonialismo, fascismo, racismo, lgbtfobia, machismo, capacitismo, idadismo). Não sou só eu que descendo de gerações de pessoas que morreram a lutar para que eu possa estar aqui hoje. Não vou deixar que nos apaguem da história. Mas mais importante: estas pessoas existem hoje, lutam por uma vida mais digna para as suas famílias, comunidades, para todas. Escolheram viver aqui, como eu, e muitas nem direito à cidadania conseguem, apesar de trabalharem como novas escravas, da limpeza à arte. São heroínas anónimas. EU reclamo este PAÍS, é meu. Quanto mais eu viajei e me apaixonei por outros, mais eu ganhei a consciência da necessidade fundamental de, como cidadã e artista, reclamar o direito ao MEU PAÍS. O poder político impediu-me de conseguir filmar estes filmes no passado austeritário, obrigou-me a ter que ir viver para o estrangeiro para conseguir continuar a ter meios mínimos para filmar o meu país, mas o poder não conseguiu roubar-me o meu país, as minhas pessoas, o meu valor, o nosso valor, a minha integridade. ESTA TRILOGIA é o também o meu acordar para acção cinematográfica duma consciência colectiva: as mulheres exigiam ter voz. Sem igualdade não há democracia e metade da população nunca teve esse direito, direito que lhe continua a ser negado . Transformei a forma como vivo e trabalho conscientemente. É possível fazer cinema com ética? Criar estratégias novas, aprofundar métodos e práticas feministas, antirracistas, anticolonialistas, anti-lgbtifobia, anti-idadistas, anti-capacitistas, ecologistas, com linguagem inclusiva, com tempo para partilha, debate de ideias, análise das práticas? É possível fazer cinema respeitando estes valores e práticas? Este foi o desafio para mim e para toda a equipa e condição para entrar e ficar. Foi, é o desafio das nossas vidas. Eu quis mudar, para isso tive que assumir todas as consequências. Sendo coerente, fui pesquisar com a jornalista Sofia Branco, com quem tinha começado este projecto há anos, nunca consegui financiamento, mas falei dele em público todas as vezes que me foi dada oportunidade e fazia sentido. Foi uma mulher que eu não conhecia que me telefonou e se propôs a financiar este projecto, pouco depois de tomar posse, Rosa Monteiro, Secretária de Estado da Igualdade. Fui ouvir o que têm para contar as pessoas que, historicamente, como eu, nunca foram ouvidas: as mulheres que escolheram viver neste território físico e simbólico. Com essa vontade de escuta activa e de diálogo, criando pensamento crítico. Raquel Freire SINOPSE OFICIAL: A trilogia "Histórias das Mulheres do Meu País” são 12 histórias em diálogo, são 12 testemunhos de vida, de resistência, de dignidade, que nos emocionam, interpelam, que ora nos fazem rir ora nos fazem engolir em seco. É um retrato plural e multiforme das mulheres que habitam o nosso país: operárias e investigadoras, pescadoras e empregadas de limpeza, agricultoras e cuidadoras, bombeiras e bailarinas, empresárias e escritoras, estudantes e líderes comunitárias, jovens a desbravar terreno no rap ou menos jovens a fazê-lo nas questões ambientais, mulheres trans, mulheres lésbicas, mulheres com diferentes capacidades, mulheres brancas, negras, ciganas. Mulheres. Em cada uma, uma história onde se cruzam múltiplas opressões, em cada sujeito uma singularidade que é também a síntese de múltiplas determinações sociais. No seu conjunto, um retrato do país, das estruturas, das desigualdades, mas também da inteligência, da coragem, da emancipação, da luta pela felicidade.

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Ficha técnica

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Músicas

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