Os Mistérios de Lisboa ou What the Tourist Should See
SINOPSE OFICIAL: Exilado em criança da sua cidade natal, perpassa na sua prosa e na sua poesia o amor que sente pelos lugares da sua “infância pavorosamente perdida”. Explica em carta a João Gaspar Simões: “O sino da minha aldeia é o da Igreja dos Mártires, ali no Chiado. A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos”.
No guia, tanto são convocados os heróis da pátria, os grandes monumentos, testemunho de passadas glórias, da “raça dos descobridores e dos navegantes”, como as pequenas ruas e praças, a gente comum, o “súbito aço vivo, o humano toque metálico dos eléctricos”.
Aparecem no filme apontamentos de uma cidade que Fernando Pessoa não chegou a conhecer, actual, simbolizada pelos edifícios da zona da Expo ou pelo Centro Cultural de Belém. Personagem principal desta história, Lisboa é um organismo vivo, que pulsa, cresce, magoa-se, tem alegrias e sofrimentos, mas sobrevive.
Para além do original inglês, o filme tem duas versões em português, ditas por um actor português e por uma actriz brasileira, e versões em francês, italiano e alemão.
Narradas por vozes femininas e masculinas, estas versões são outras tantas vozes de Pessoa.
“Conversaremos, pois, em Lisboa…” Como em 1925 propôs o Poeta.